Augusto,
— E quando ela chegou aqui, o que ela pediu para você fazer?
— Ela queira separar os dois de qualquer jeito, ela viu como o Augusto estava apaixonado pela noiva, o jeito que ele olhava para ela, Isabel sabia que tinha perdido ele passa sempre. Então, primeiro ela tentou tirar a Rebeca dele, pois achou que o juiz daria a guarda para ela por ser mãe, só que o Augusto quando registrou, ele pediu a guarda da menina. E isso, atrapalhou ela. Depois, vieram as confusões, até eu chegar em casa e ver ela na estrada toda ensanguentada. Levei ela para o hospital, e ela me disse que tinha sido uma mulher a mando do Augusto.
— E ai foi onde ela inventou que estava demente? — Antonella pergunta e ela concorda abaixando a cabeça. — E porque a senhora não denunciou o Augusto?
— Porque eu sabia que não tinha sido ele, e não ia adiantar falar nada sem provas. Fora que a ideia dela era usar a Cloe, como ela estava indo na clínica para ver o estado da Isabel, seria fácil ela pensar que tinha sido ele, e os dois se separarem, pois Isabel descobriu como a Cloe chegou na fazenda dele.
Então elas investigaram até a vida da minha esposa? Ela continua falando sobre o plano da Isabel, de ficar demente e tentar ficar na minha casa, mas foi bem nessa hora que a Cloe apareceu. João mostra a gravação que fez para a delegada, e ela pede para mandar para ele pelo whatsapp. Depois, ela leva a tia da Isabel para a sela, e trás ela para a sala de depoimentos.
Era óbvio que ela contaria suas mentiras, ela falou todo o oposto que a tia dela falou. Mas sem nenhuma consistência. Alguns furos, e algumas mentiras tropeçadas.
— Engraçado, sua tia não te colocou como vítima desse jeito. — Ela limpa uma lágrima falsa que estava escorando dos seus olhos. — E para provar isso, mandei chamar o seu esposo aqui para depor, vamos ver se a história dele bate com a sua ou com a da sua tia.
— Não precisa chamar ele, pode dar o seu veredito final, delegada, pois sei bem que é amiga do Augusto e da Cloe, o casal do ano. Então, não precisa chamar ninguém, me prenda logo.
— Pois muito bem, poupará o meu tempo. Isabel Sales, você está presa por abandono de incapaz, fraude processual e falsa comunicação envolvendo informações médicas. Você tem o direito de permanecer calada, embora, considerando o tanto de mentira que saiu da sua boca, talvez seja a primeira boa decisão do seu dia. E para deixar bem claro, não é porque sou amiga dele que estou te pendendo, e sim pelas merdas que você fez e o que pode fazer se ficar solta. Afinal, uma mãe que abandona o filho pode fazer qualquer coisa com outro ser humano.
Ela se encosta na parede sem ter mais o que falar, afinal a tia dela entregou tudo já. Ela é levada pelos policiais para voltar a sela, mas quando ela passa pela porta, eu abro a da salinha em que eu estava e a encaro.
— Tenha uma vida longa na cadeia, espero que lá você reflita bem as coisas que você fez.
— Tudo que eu fiz foi para ter você e a minha filha de volta...
— Ninguém te tirou isso para você ter de volta, foi você mesmo que largou tudo por dinheiro. Sua tia abriu a boca, e te condenou. Eu juro que farei de tudo para que sua estadia seja boa na prisão, para que ela seja muito longa.
Ela levanta o queixo, empinando o nariz. Acho que ela não sabe o que a espera na prisão. Liliane está sofrendo lá até hoje servindo de empregada para as outras presas só para não apanhar. E como Isabel tem um rei no bucho, vai sofrer do mesmo jeito.
— Delegada. — A chamo assim que ela passa pela porta. — A tia dela contou uso, acho que não precisa ficar presa, não é?
— Não fiz um favor pera você, Augusto, apenas estou cumprindo a lei. Mesmo que ela tenha deletado os planos da Isabel, ela foi cúmplice em tudo. Se quer ela livre, paga um advogado para ela e a fiança. — Ela termina de falar, viras as coisas e vai andando. Que saudades de quando ela me devia algo, não falava comigo nesse tom de autoridade.
Volto para o carro junto com o João, e seguimos de volta para a fazenda. Vou deixar as duas essa noite na sela da delegacia juntas, amanhã eu resolvo o caso dela, caso ainda esteja viva.
Assim que entro pelo portão, Cloe vem correndo e me espera no lado do passageiro. Abro a porta, e ela pula em meu colo. Seguro em sua bunda para que ela não caia, e ela me enche de beijos.
— Meu Deus, isso tudo é saudade? — Ela rir concordando com a cabeça. Olho para trás vendo o João se afastando. — Hoje, antes do João me ligar, estava me lembrando da nossa aventura no milharal. Apesar da coceira, foi gostosos, não foi?
— Eu só penso na coceira, então nem inventa coisas fora da nossa cama.
— Ah, Cloe, ultimamente só estamos dando uma rapidinha por causa das crianças. Eu quero uma f#da igual de antes, de você nem conseguir andar, de adormecer nos meus braços de tão cansada das g#zadas que dá. Me diga que não sente falta disso, eu eu fico quieto.
— No milharal eu não quero, mas quem sabe no açude? Tenho um biquíni especial que combina certinho com a luz da lua.
— Dispenso o biquíni. Quero você usando um vestido, e sem nada por baixo. Vai ficar melhor para quando eu te pegar no colo, e minha anaconda entrar na grutinha preferida dela. — Ela sorri de uma forma ousada. Cloe se modelou ao meu estilo, e eu estou amando isso. — Pensou na idéia né? Te espero às 21:00 na beira do açude. Não se atrase, ou vou começar sem você. — A coloco no chão, e ela se afasta de mim, indo em direção a nossa casa. — Eita mulher gostosa essa minha!
Posso Ficar?
Capítulo 98
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Vanda Costa
promete esse evento... vai nascer outro neném 😂😂😂
2026-05-31
2
Simone Silva
parabéns autora pelo seu livro 👏👏👏
2026-05-31
2
kkkkkkkkk anaconda uiiiii ela vai entrar na grutinha dela 🔥🔥🔥🔥🔥
2026-05-31
1