César narrando...
Afastei-me da porta com passos pesados, subi correndo as escadas até a minha suíte master e me tranquei no banheiro. Liguei o chuveiro na temperatura mais fria possível. Deixei a água fria cair sobre a minha cabeça, misturando-se com as lágrimas de frustração e arrependimento que insistiam em queimar meus olhos. Eu precisava daquele choque térmico para lavar o gosto amargo do passado, para processar que a minha mãe estava tentando me ajudar a ser perdoado, expondo minhas fraquezas para a mulher que agora era a dona do meu coração.
Quando finalmente me recompus, me vesti e desci, o domingo já estava chegando ao fim. O sol havia sumido completamente, dando lugar a uma noite fria de São Paulo. Encontrei meus pais e Gabriel se despedindo na porta principal e me despedi deles.
Assim que os portões se fecharam após o carro deles partir, Clara se virou para mim. Seu olhar estava diferente; não era mais o ódio puro, mas uma mistura complexa de melancolia, confusão e análise. O escritório havia mudado algo nela. só não sabia se aquilo era bom ou ruim
— César... o final de semana acabou — Clara disse, a voz suave, mas firme, enquanto segurava Eliza adormecida no colo. — Nós precisamos ir embora. Amanhã cedo eu tenho expediente na cafeteria e as aulas.
— Eu levo vocês — respondi imediatamente, dando um passo à frente.
— Não precisa, de verdade. Nós podemos pegar um carro por aplicativo, você já fez muito por nós.
ela tentou recusar, a independência falando mais alto.
— Clara, por favor — interrompi com doçura, mas com a voz firme, olhando fixamente nos seus olhos castanhos.
— Está frio lá fora. Eu faço questão de deixar as quatro em total segurança na porta do prédio de vocês. Não vou discutir sobre isso.
Dona Berenice e Júlia trocaram olhares e decidiram não intervir. Sem mais resistência, elas entraram no carro. O trajeto de volta de Alphaville até o centro de São Paulo foi silencioso, mas não era um silêncio hostil; era o silêncio de quem estava processando uma avalanche de acontecimentos.
Quando estacionei em frente ao prédio simples delas, ajudei a descarregar as malas e o carrinho. Deixei as quatro na portaria, segurando o olhar de Clara por um segundo a mais antes de me despedir com um aceno respeitoso.
— Obrigada por tudo, César
ela sussurrou antes que a porta do elevador se fechasse.
Entrei no meu carro e o motorista deu a partida. Olhei pela janela, observando o prédio antigo sumir na paisagem urbana.
Aquele final de semana havia tido emoções demais, revelações demais, cicatrizes expostas demais. Eu estava exausto, com a mente fervendo, mas enquanto o carro me levava de volta para a minha cobertura vazia, percebi que, em cinco anos, a dor do passado não me definia mais.
Agora, cada batida do meu coração pertencia ao futuro que eu tentaria construir ao lado de Clara Fernandes e da nossa pequena Eliza. Eu precisava processar tudo, mas acima de tudo, eu precisava continuar lutando.
Continua...
A Redenção do CEO Bilionário
continuar lutando
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Vilma Teixeira Roquete
Está faltando so mais um passo César, vai dar tudo certo você vai ver....❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️......
2026-09-01
4
Adair Baptista Pasetto
Acorda César e vá viver junto com sua amada e sua filha ❤️❤️❤️❤️❤️❤️
2026-08-16
0
Valda Lopes
Acorda César e vá viver junto com sua amada e sua filha. ❤️❤️❤️❤️❤️❤️
2026-08-05
5