Um conto de aniversário • Naruto Uzumaki × Sasuke Uchiha • Sasunaru.
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Existem presentes que podem ser embrulhados. Outros precisam de coragem para serem entregues.
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O dia 10 de outubro havia chegado.
Konoha despertara sob um céu azul, com folhas alaranjadas dançando pelas ruas e o cheiro de comida quente escapando das pequenas lojas. Em algum lugar da vila, crianças corriam carregando doces, enquanto os comerciantes penduravam enfeites nas portas.
Era uma manhã bonita.
E Naruto Uzumaki estava atrasado.
— EU VOU ME ATRASAR PARA A MINHA PRÓPRIA REUNIÃO! — gritou o Hokage, atravessando o corredor do prédio administrativo com uma pilha de documentos debaixo do braço.
Shikamaru, sentado perto da janela, sequer levantou os olhos.
— Você está atrasado para a reunião de ontem.
Naruto parou.
— …Como é que é?
— Esquece. Feliz aniversário, Naruto.
Shikamaru ergueu uma das mãos num cumprimento preguiçoso e voltou aos papéis.
Naruto piscou, confuso.
— Ah! É verdade! Hoje é meu aniversário!
O sorriso surgiu naturalmente em seu rosto. Por um instante, parecia o mesmo garoto de antes, aquele que conseguia encontrar motivos para sorrir até nos dias mais difíceis.
Então olhou para a mesa.
Havia uma pequena caixa de doces, um bilhete de Sakura e uma fotografia antiga do Time 7.
Naruto pegou a fotografia.
Ele, Sakura e Sasuke apareciam ainda crianças, usando suas antigas bandanas. Kakashi estava atrás deles, com aquele sorriso preguiçoso de sempre. Naruto lembrava perfeitamente do dia em que aquela foto fora tirada: Sasuke reclamara durante quase dez minutos porque ele não parava de fazer caretas.
E, ainda assim, Sasuke não havia ido embora.
Naruto sorriu para a fotografia.
— Que saudade…
— Hokage-sama, o senhor precisa assinar estes documentos.
A voz de Shikamaru interrompeu suas lembranças.
Naruto deixou a fotografia na mesa.
— Certo, certo! Eu já vou!
Mas, enquanto voltava ao trabalho, não conseguiu evitar uma pequena pergunta.
Será que Sasuke se lembrava daquela fotografia também?
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Do outro lado da vila, Sasuke Uchiha observava uma pequena mesa de madeira.
Sobre ela havia dois pratos, uma garrafa de saquê reservada para mais tarde, uma tigela de ramen ainda vazia e um bolo pequeno, decorado de maneira tão simples que qualquer pessoa desconfiaria de quem o havia preparado.
A cobertura era branca. No centro, havia pequenas chamas alaranjadas feitas de açúcar.
E, escrito em letras tortas, estava o nome:
Naruto.
Sasuke encarou o bolo por alguns segundos.
— Ridículo.
A palavra saiu baixa.
Ele havia tentado escrever o nome três vezes. Na primeira, a cobertura escorregara. Na segunda, a letra ficara tão torta que parecia uma mensagem codificada. Na terceira, ele desistira de tentar aperfeiçoar.
Afinal, Naruto provavelmente acharia aquilo maravilhoso.
Essa era a parte irritante.
O loiro conseguia transformar as menores coisas em acontecimentos extraordinários. Uma tigela de ramen virava uma celebração. Uma tarde livre se tornava uma aventura. Um simples elogio era capaz de fazê-lo sorrir como se tivesse recebido o maior tesouro do mundo.
Sasuke conhecia aquele sorriso.
Conhecia também o silêncio que vinha depois dele.
Havia passado anos observando Naruto fingir que não se importava quando alguém esquecia algo importante. O garoto ria, fazia alguma piada e dizia que estava tudo bem.
Mas Sasuke aprendera a reconhecer a diferença entre o sorriso verdadeiro e aquele usado para esconder uma decepção.
E não queria que Naruto precisasse usar o segundo naquele dia.
Por isso preparara tudo em segredo.
Não seria uma festa enorme. Não haveria discursos, fotografias ou uma multidão gritando seu nome.
Apenas os dois.
Um jantar simples na casa onde ele morava com o Naruto. Mas Naruto ficava mais na torre do Hokage e Sasuke sempre viajando, então a casa estava um caos e toda empoeirada, Sasuke passara a manhã limpando, organizando e tentando convencer a si mesmo de que não estava nervoso.
Ele olhou para o relógio.
— Dobe… não me faça esperar.
Como se o universo tivesse ouvido, alguém bateu à porta.
Três batidas rápidas.
Uma pausa.
Mais duas.
Sasuke conhecia aquela maneira de bater.
Abriu a porta.
— VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR NO MEU DIA!
Naruto entrou falando antes mesmo de receber autorização.
— Primeiro, o Shikamaru me fez trabalhar no meu aniversário. Depois, a Sakura me deu um soco no braço porque eu esqueci de buscar uma encomenda. E o Kakashi-sensei mandou uma mensagem dizendo que meu presente está atrasado!
Ele finalmente parou.
Olhou ao redor.
A casa estava iluminada por pequenas lanternas. Havia flores alaranjadas sobre a mesa, duas almofadas no chão e uma janela aberta para o jardim. O aroma de ramen recém-preparado preenchia o ambiente.
Naruto ficou imóvel.
— Sasuke…
O Uchiha cruzou os braços.
— Você vai ficar parado na porta até amanhã?
Naruto virou lentamente o rosto para ele.
— O que é isso?
— Uma casa.
— Eu sei que é uma casa, teme!
— Então não faça perguntas idiotas.
Naruto abriu a boca para responder, mas a voz não saiu imediatamente.
Seus olhos percorreram a mesa, os pratos, as lanternas e o pequeno bolo.
Então ele viu o próprio nome escrito na cobertura.
O sorriso apareceu, mas, dessa vez, veio acompanhado de algo mais delicado.
Uma emoção que ele não conseguiu disfarçar.
— Você fez tudo isso… para mim?
Sasuke desviou o olhar.
— Não. Para o Hokage. Você só está aqui por engano.
Naruto soltou uma risada.
— BASTARDO!
E o som daquela risada fez Sasuke perceber que, apesar de todos os anos que haviam passado, havia coisas que continuavam exatamente iguais.
Felizmente.
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O jantar começou com Naruto reclamando que a porção de ramen era pequena demais.
— Você preparou isso sabendo que eu como pelo menos três tigelas!
— Eu preparei duas.
— DUAS?!
— Posso tirar uma.
Naruto abraçou a própria tigela.
— Nem pense nisso!
Sasuke soltou uma risada curta.
Naruto parou de comer.
— Espera.
— O quê?
— Você riu.
— Não ri.
— Riu, sim!
— Está imaginando coisas, dobe.
— EU OUVI!
Sasuke pegou os hashis e voltou a comer, ignorando o sorriso triunfante do outro.
Por alguns minutos, conversaram sobre assuntos banais. Naruto contou uma história envolvendo Konohamaru, uma missão mal organizada e um gato que, segundo ele, possuía uma personalidade mais difícil que a de qualquer inimigo que já enfrentara.
Sasuke escutou.
De verdade.
Não porque a história fosse particularmente interessante, mas porque gostava de ouvir Naruto falar quando não estava tentando provar nada a ninguém.
Gostava da maneira como seus olhos brilhavam ao contar algo engraçado. Gostava de como suas mãos acompanhavam cada palavra. Gostava até das pausas dramáticas que fazia esperando uma reação.
— E então o gato pulou na cabeça do Konohamaru! — Naruto terminou, gargalhando.
Sasuke balançou a cabeça.
— Como você se tornou Hokage?
— Talento natural!
— Uma tragédia administrativa.
Naruto jogou um guardanapo nele.
Sasuke o pegou no ar.
E, por um instante, seus olhos se encontraram.
Não havia rivalidade naquele olhar. Nenhuma disputa para descobrir quem era mais forte, mais rápido ou mais determinado.
Havia apenas familiaridade.
Aquela intimidade silenciosa que os dois haviam construído entre brigas, despedidas, reencontros e promessas difíceis de cumprir.
Naruto foi o primeiro a desviar os olhos.
— Obrigado, Sasuke.
O Uchiha ficou quieto.
— Pelo jantar — Naruto acrescentou. — E por lembrar.
— Eu não esqueci.
A resposta veio rápida demais.
Naruto ergueu a cabeça.
— O quê?
Sasuke percebeu o que havia dito. Por um momento, considerou inventar alguma desculpa.
Mas estava cansado de esconder as coisas mais simples atrás de provocações.
— Seu aniversário. Eu não esqueci... Eu nunca esqueci, Naruto. — Sasuke falou pegando a mão dele por cima da mesa.
Naruto o observou em silêncio.
Então sorriu.
Não aquele sorriso enorme que usava diante da vila. Não o sorriso exagerado que acompanhava suas piadas.
Era menor.
Mais tímido.
E, de alguma maneira, muito mais difícil de ignorar.
— Eu sei — respondeu.
Sasuke franziu a testa.
— Sabe?
— Sei. — Naruto baixou os olhos para a tigela. — Você sempre lembra das coisas que diz que não importam.
O silêncio que se seguiu não foi desconfortável.
Pela primeira vez naquela noite, Sasuke não encontrou uma resposta sarcástica.
Porque Naruto estava certo.
Ele lembrava.
Lembrava das promessas feitas quando eram crianças. Dos desafios que inventavam. Das vezes em que Naruto estendera a mão, mesmo depois de ser ferido.
Lembrava de cada momento em que poderia ter escolhido outro caminho.
E lembrava, principalmente, de ter encontrado Naruto esperando por ele quando acreditava não merecer mais ninguém.
— Termina de comer — murmurou Sasuke. — O bolo vai derreter.
Naruto sorriu.
— Você está ficando sentimental, teme.
— Posso jogar o bolo fora.
— NEM OUSE!
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Mais tarde, os dois foram para o jardim.
A noite estava fresca, e o vento movimentava delicadamente as folhas das árvores. De longe, chegavam os sons da vila: crianças brincando, pessoas conversando, o barulho de pratos sendo recolhidos depois das comemorações.
Naruto se sentou no degrau de madeira, apoiando os braços nos joelhos.
Sasuke apareceu pouco depois, carregando uma pequena caixa escura.
— Toma.
Naruto olhou para o objeto.
— Outro presente?
— Não. Uma pedra.
— Você está impossível hoje!
O loiro recebeu a caixa com cuidado.
Dentro havia uma fotografia.
Era antiga, um pouco desgastada nas bordas.
Nela, Naruto e Sasuke apareciam sentados em um campo de treinamento. Os dois estavam sujos, exaustos e irritados depois de uma sessão particularmente difícil. Naruto tinha um arranhão na bochecha; Sasuke, um pequeno curativo na testa.
Nenhum dos dois sorria.
Mas estavam sentados lado a lado.
Naruto passou o polegar pela borda da fotografia.
— Eu lembro desse dia…
— Você caiu de cara na lama.
— VOCÊ ME EMPURROU!
— Você estava no caminho.
— MENTIROSO!
Sasuke deixou escapar outra risada.
Naruto também riu, mas, aos poucos, a brincadeira deu lugar a uma expressão pensativa.
— Faz tanto tempo…
Ele continuou olhando para a fotografia.
— Às vezes, parece que foi ontem. Outras vezes, parece que aconteceu com outra pessoa.
Sasuke se sentou ao lado dele.
— Você mudou.
— Você também.
— Eu sei.
Naruto virou o rosto, surpreso com a facilidade da resposta.
Sasuke observava o jardim.
— Antes, eu achava que precisava cortar todos os laços para ficar mais forte. Pensava que não depender de ninguém era a mesma coisa que não sentir falta de ninguém.
Ele fez uma pausa.
— Estava errado.
Naruto não interrompeu.
Sasuke raramente falava sobre o passado daquela maneira. Quando o fazia, cada palavra parecia ter sido escolhida depois de anos de silêncio.
— Passei muito tempo tentando me afastar de você — continuou. — E, mesmo assim, você continuou aparecendo.
Naruto soltou uma risada baixa.
— É. Eu era bem insistente.
— Continua sendo.
— Ei!
Sasuke olhou para ele.
— Ainda bem.
A expressão de Naruto mudou.
O Uchiha sustentou seu olhar, sem recuar para uma provocação, sem esconder a frase atrás de um insulto.
Apenas a deixou existir entre eles.
Naruto sentiu o peito apertar de uma maneira estranha. Não era tristeza, exatamente. Era algo quente, quase doloroso, como quando uma lembrança antiga finalmente encontra um lugar seguro para descansar.
— Sasuke…
— Não precisa dizer nada, Naruto.
— Mas eu quero.
O loiro apertou a fotografia entre os dedos.
— Eu nunca quis que você voltasse só porque eu tinha feito uma promessa. Eu queria que você voltasse porque também queria estar aqui.
Sasuke permaneceu imóvel.
— Eu sei.
— E eu queria que você encontrasse alguma coisa que fizesse você querer continuar vivendo. Não só lutando. Vivendo mesmo.
Naruto respirou fundo.
— Acho que… é isso que eu mais quero para você.
O vento soprou entre os dois.
Sasuke baixou os olhos por um instante.
Havia coisas que Naruto lhe oferecera sem perceber: paciência, companhia, uma segunda chance. E, acima de tudo, a possibilidade de imaginar um futuro que não fosse construído apenas sobre aquilo que perdera.
— Eu encontrei — respondeu.
Naruto franziu a testa.
— Encontrou o quê?
Sasuke demorou alguns segundos.
Então estendeu a mão e tocou de leve o ombro do loiro.
— Um motivo para voltar.
Naruto parou de respirar por um instante.
Não precisava perguntar a que Sasuke se referia.
Talvez porque, no fundo, sempre tivesse sabido.
Ou talvez porque algumas verdades não precisassem ser explicadas quando finalmente eram ditas.
Naruto sorriu, e seus olhos ficaram ligeiramente úmidos.
— Idiota…
— Dobe.
E os dois permaneceram ali, ombro contra ombro, olhando para o jardim.
Nenhum deles se afastou.
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Quando o relógio se aproximou da meia-noite, Naruto bocejou.
— Estou ficando velho.
— Você sempre foi barulhento. A idade não mudou nada.
— Amanhã vou contar para todo mundo que você preparou um jantar romântico para mim.
Sasuke fechou os olhos.
— Eu devia ter previsto isso.
Naruto gargalhou.
Depois, ficou quieto.
— Sasuke?
— Hm?
— Foi o melhor aniversário que eu já tive.
O Uchiha abriu os olhos.
Naruto continuava olhando para a frente, mas seu sorriso havia se tornado delicado outra vez.
— Eu já tive aniversários bons, sabe? Com meus amigos, com a vila, com as crianças… Eu gosto disso tudo. Gosto de saber que as pessoas se lembram de mim.
Ele fez uma pausa.
— Mas hoje foi diferente.
Sasuke não respondeu imediatamente.
— Por quê?
Naruto olhou para ele.
— Porque, por algumas horas, eu não precisei ser o Hokage. Não precisei resolver nada, proteger ninguém ou fingir que estava tudo sob controle.
Sua voz diminuiu.
— Eu só pude ser o Naruto, ou seja, eu mesmo.~
Sasuke sentiu algo apertar dentro do peito.
Durante a vida inteira, Naruto havia lutado para que o mundo o reconhecesse. Depois de conquistar esse reconhecimento, continuara carregando o peso de ser necessário para todos.
E, naquela noite, ele lhe confiara uma verdade simples: também precisava de um lugar onde pudesse descansar.
Sasuke estendeu a mão.
Naruto olhou para ela, confuso, antes de aceitá-la.
Os dedos dos dois se entrelaçaram.
Não foi um gesto grandioso. Não houve música, promessa ou declaração.
Apenas uma mão encontrando outra no escuro.
— Você nunca precisa ser o Hokage comigo — Sasuke disse.
Naruto ergueu os olhos.
— O quê?
— Você pode ser só você mesmo, Naruto.
Sasuke apertou delicadamente sua mão.
— Eu prefiro assim.
Por alguns segundos, Naruto não conseguiu dizer nada.
Então encostou a cabeça no ombro do Uchiha.
Sasuke ficou tenso por um instante, como sempre acontecia quando Naruto fazia algo inesperadamente carinhoso.
Mas logo relaxou.
Inclinou a cabeça até tocar os cabelos loiros e permaneceu ali.
— Feliz aniversário, usuratonkachi — murmurou.
Naruto riu baixinho.
— Você não sabe desejar feliz aniversário sem me insultar?
— Não.
— Eu devia exigir um presente melhor.
— Amanhã eu retiro o bolo.
— SASUKE!
O riso dos dois se espalhou pelo jardim, misturando-se ao som do vento.
E, quando Naruto voltou a apoiar a cabeça no ombro dele, Sasuke não tentou esconder o pequeno sorriso que surgiu em seu rosto.
Porque algumas coisas não precisavam ser anunciadas para serem verdadeiras.
E, se alguém perguntasse o que Sasuke Uchiha desejara ao preparar aquele aniversário, ele provavelmente responderia que não havia motivo algum.
Talvez dissesse que apenas estava entediado.
Talvez reclamasse do barulho.
Talvez chamasse Naruto de idiota e encerrasse o assunto.
Mas a verdade era muito mais simples.
Naquela noite, Sasuke desejara que Naruto tivesse um dia em que não precisasse conquistar o amor de ninguém.
Um dia em que pudesse apenas recebê-lo.
E, enquanto as últimas lanternas balançavam sob o céu estrelado, Naruto adormeceu encostado nele, ainda segurando a fotografia dos dois.
Sasuke observou seu rosto tranquilo.
Com cuidado, afastou uma mecha loira de sua testa e deixou um beijo breve em seus cabelos.
— Feliz aniversário, Naruto.
Dessa vez, não havia ninguém para ouvir.
Nenhuma vila para impressionar.
Nenhuma batalha para vencer.
Apenas a noite, o silêncio e o garoto que, contra todas as probabilidades, se tornara seu lar.
E, pela primeira vez em muito tempo, Sasuke não sentiu vontade de partir.
Porque, para onde quer que o futuro os levasse, ele sabia exatamente para quem desejava voltar.
~Fim.~
🧡 Feliz aniversário, Naruto Uzumaki.🦊