Takeo Akira - 40 anos
Quinze dias antes...
Os malditos Lombardi me fizeram esperar quinze dias, alegando divergências no contrato. Cada cláusula era questionada, cada detalhe parecia uma nova exigência. Eles acreditaram que, com o tempo, eu acabaria cedendo.
Mas estavam enganados.
Eu nunca cedo.
A paciência sempre foi uma das minhas maiores armas, e foi ela que me trouxe até este momento. Demorou... mas, enfim, esse maldito casamento vai acontecer.
Entre as gêmeas, escolhi Luna.
Não por amor. Não por desejo.
Ela apenas pareceu a mais fácil de manipular.
Enquanto todos enxergam essa união como um tratado de paz entre duas organizações poderosas, eu vejo apenas o primeiro passo do meu verdadeiro plano.
Eles acreditam que estão formando uma aliança.
Na realidade, estão abrindo as portas da própria destruição.
Vou conquistar a confiança deles, me infiltrar em sua família e enfraquecê-los pouco a pouco. Cada decisão será calculada. Cada movimento, uma peça no tabuleiro.
Quando perceberem o que está acontecendo... será tarde demais.
Os Lombardi pagarão por tudo.
E Enrico Lombardi...
Ah, ele será o último.
Quero que assista à queda de tudo o que construiu. Quero que veja seu império ruir diante dos próprios olhos antes do golpe final.
A vingança só tem valor quando a vítima sente cada perda.
O casamento não passa de uma estratégia.
O início de uma guerra que apenas eu sei que já começou.
E, quando meu herdeiro finalmente nascer, Luna deixará de ter qualquer utilidade para mim. E a matarei...
Ela será apenas mais uma peça descartada de um plano cuidadosamente arquitetado.
Meu filho crescerá carregando o sangue dos Akira e dos Lombardi. Será criado para ser forte, implacável e digno de liderar.
Enquanto os Lombardi acreditarem que ele é apenas um dos seus, estarei um passo à frente. No momento certo, ele reivindicará aquilo que lhes pertence por direito de sangue e destruirá a família por dentro.
Quando perceber que abriu as portas do seu império para o inimigo, já não haverá nada que possa fazer.
A guerra não será vencida com espadas ou armas.
Será vencida com paciência, estratégia... e traição.
O casamento será realizado na Itália.
Foi uma das exigências impostas pelos Lombardi durante as intermináveis negociações do contrato. Disseram que, por se tratar da união entre duas famílias tão influentes, a cerimônia deveria acontecer diante da Cosa Nostra, em território italiano.
Aceitei.
Não porque me importo com tradições.
Muito menos porque respeito aquela família.
Aceitei porque, às vezes, ceder em um detalhe insignificante é a melhor maneira de esconder o verdadeiro objetivo.
Eles acreditam que conseguiram uma pequena vitória.
Mal imaginam que me entregaram exatamente o que eu precisava.
Durante a cerimônia, sorrirei quando for necessário. Apertarei mãos, cumprimentarei convidados e olharei cada Lombardi nos olhos como se aquele casamento representasse paz entre nossas organizações.
Será tudo uma grande encenação.
Cada fotografia publicada, cada brinde e cada aplauso servirão apenas para convencer o mundo de que Akira e Lombardi finalmente enterraram suas diferenças.
Mas eu saberei a verdade.
A guerra não estará terminando.
Ela estará apenas começando.
Assim que a cerimônia acabar, não passarei mais um segundo na Itália.
Meu avião estará preparado.
Voltarei imediatamente para o Japão.
Meu império me espera, e não tenho intenção de permanecer cercado por cobras italianas além do necessário.
Naturalmente, Luna virá comigo.
A partir do instante em que disser "sim", ela deixará de pertencer à família Lombardi e passará a viver sob o meu teto, cercada pelas minhas regras, pelos meus homens e pela minha cultura.
Ela estará a milhares de quilômetros daqueles que sempre correram para protegê-la.
Sem os irmãos.
Sem o pai.
Sem qualquer aliado.
No Japão, cada funcionário da mansão responderá apenas a mim. Cada segurança obedecerá exclusivamente às minhas ordens. Nenhuma visita acontecerá sem o meu consentimento. Nenhuma informação sairá dali se eu não permitir.
A distância é uma arma poderosa.
Pouco a pouco, ela perceberá que não existe caminho de volta.
Enquanto os Lombardi acreditarem que a filha está apenas se adaptando à nova vida, eu estarei consolidando minha posição, fortalecendo minha influência e preparando o terreno para atingir aqueles que ousaram cruzar o meu caminho.
E, quando finalmente descobrir a verdade, talvez já seja tarde demais para impedir que as consequências de suas escolhas alcancem todos que jurou proteger.
Os Lombardi são inteligentes, mas têm um ponto fraco que qualquer estrategista aprende a explorar.
A família.
Eles fariam qualquer coisa para proteger aqueles que amam. É justamente isso que os torna previsíveis.
Já eu...
Nunca permiti que sentimentos interferissem nas minhas decisões.
Por isso sempre estarei um passo à frente.
Assim que o avião pousar em solo japonês, a verdadeira vida de Luna começará.
Ela conhecerá a residência principal do clã Akira, uma fortaleza construída para manter inimigos do lado de fora... e segredos do lado de dentro.
Meus homens a tratarão com respeito, como manda a tradição. Afinal, ela será a esposa do Kumichō.
Mas respeito não significa liberdade.
Cada corredor da mansão será vigiado.
Cada portão permanecerá protegido.
Cada saída dependerá da minha autorização.
Ela perceberá, aos poucos, que sua nova vida será completamente diferente daquela que levava na Itália.
Enquanto isso, os Lombardi continuarão acreditando que a distância é apenas parte de um casamento entre duas famílias de países diferentes.
Não desconfiarão de nada.
E essa será a maior vantagem que terei.
Quando decidirem investigar, já estarei muito à frente.
O tabuleiro estará montado.
As peças terão assumido seus lugares.
E o primeiro movimento dessa guerra silenciosa terá sido concluído sem que meus adversários sequer percebam.
Stella Rossi - 19 anos
O último mês foi, sem dúvida, o mais difícil da minha vida.
Tomar o lugar de Luna parecia simples no papel. Afinal, somos gêmeas idênticas. O mesmo rosto, os mesmos olhos, o mesmo sorriso. Mas ninguém nunca me avisou que o verdadeiro desafio não seria parecer com ela...
Seria deixar de ser eu.
Segurar minha língua afiada dentro da boca exigiu mais autocontrole do que qualquer coisa. Cada palavra precisa ser calculada. Cada expressão, cada gesto, cada sorriso delicado tinham que ser iguais aos dela.
Minha irmã é a melhor parte que existe em mim.
Luna é a parte boa de mim
Luna é gentil, doce e incapaz de enxergar maldade nas pessoas. Ela acredita no amor, no perdão e na bondade. Eu, por outro lado, acredito que o mundo é feito de predadores e presas... e sempre preferi estar entre os predadores.
Agir como Luna não é difícil.
É apenas... entediante.
Sorrir quando quero revirar os olhos. Falar baixo quando minha vontade é colocar todos em seus devidos lugares. Fingir delicadeza quando fui criada para enfrentar qualquer um que ousasse cruzar meu caminho.
Mas eu suportei.
Por ela.
E suportaria.
Porque Luna merece viver a vida que sempre sonhou. Ela merece ser feliz, longe dos jogos de poder, das alianças da máfia e dos contratos assinados com sangue.
Enquanto isso, eu visto sua pele todos os dias.
E ninguém desconfiou.
E se for, necessário levaremos esse segredo para o tumulto.
E enganarei Takeo Akira
O homem mais perigoso que já conheci acredita que eu sou Luna Rossi, a mulher com quem assinarei um contrato de casamento. Ele não faz ideia de que, diante dele, está a irmã errada.
E talvez esse tenha sido o maior erro da vida dele.
Porque Luna jamais pisaria em um vespeiro.
Eu pisarei...
E ainda colocaria fogo antes de sair.
Assim que esse casamento for consumado, sei que não vou conseguir manter a máscara de Luna por muito tempo.
Até porque a minha natureza é outra.
Posso copiar a voz dela, o jeito delicado de caminhar e até o sorriso tímido que ela oferece para qualquer um. Mas ninguém consegue fingir quem é para sempre.
Muito menos eu.
Existe um limite para o quanto consigo engolir provocações sem responder. Um limite para o quanto consigo sorrir quando, na verdade, quero mostrar os dentes.
E esse limite está perigosamente próximo.
Se Takeo Akira acredita que terá uma esposa obediente, submissa e silenciosa, vai descobrir da pior maneira possível que foi enganado.
Não porque eu pretenda revelar a verdade.
Mas porque simplesmente não nasci para abaixar a cabeça diante de homem nenhum.
Meu pai tentou me ensinar obediência.
Fracassou.
E o poderoso Kumichō da Yakuza não será diferente.
Ele pode comandar um império inteiro. Pode fazer homens fortes se ajoelharem apenas com um olhar. Pode ser temido dentro e fora do Japão.
Mas eu não tenho medo dele.
Na verdade...
Estou curiosa.
Quero descobrir quanto tempo ele levará para perceber que a mulher que trouxe para o altar não é a doce e gentil Luna Rossi.
E, quando descobrir, será tarde demais.
Se para salvar Luna eu precisar enfrentar o homem mais perigoso do Japão...
Eu o enfrento.
Então que a guerra comece.
Uma batida suave na porta interrompe meus pensamentos.
— Posso entrar?
A voz da minha mãe atravessa o quarto, e eu imediatamente reconheço o nervosismo escondido por trás da calma que ela tenta demonstrar.
— Claro.
Ela abre a porta devagar, fecha atrás de si e caminha até a cama. Antes mesmo de dizer qualquer coisa, pigarreia discretamente. Em seguida, senta-se ao meu lado.
— Vem aqui, minha filha.
Obedecendo ao meu papel, caminho até ela e me sento ao seu lado. Minha mãe segura minhas mãos entre as dela. Estão geladas.
Ela está nervosa.
Muito nervosa.
Por alguns segundos, apenas me observa, como se procurasse as palavras certas.
— Luna... a gente precisa conversar sobre a noite de núpcias.
Preciso prender a respiração para não rir.
Se ela soubesse que está dando esse conselho para a filha errada...
Em teoria sou virgem. Mas não sou pura
Faço minha melhor expressão inocente e apenas concordo com um leve movimento de cabeça.
— Eu sei que você sabe como acontece uma relação entre marido e mulher. Mas quero que se lembre de uma coisa: tente ficar calma. Quanto mais relaxada você estiver, mais tranquila será essa primeira experiência. E vai doer menos...
Sua voz é carregada de carinho e preocupação.
Ela aperta delicadamente minhas mãos antes de continuar.
— Não tenha vergonha de conversar com sobre essas, se você não quiser conversar comigo, converse com a Bella ou Fiorela
Por um instante, sinto um aperto estranho no peito.
Ela acredita que está preparando Luna para um dos momentos mais importantes da vida dela.
Mal sabe que quem está sentada à sua frente sou eu.
Forço um sorriso doce, exatamente como minha irmã faria.
— Eu vou ficar bem, mamãe.
Ela sorri, visivelmente emocionada, e acaricia meu rosto com delicadeza.
— Eu sei que vai. Você sempre teve um coração lindo. Tenho certeza de que Deus vai cuidar de você.
As palavras dela pesam sobre mim como uma pedra.
Minha mãe respira fundo, enxuga discretamente a lágrima que insiste em escapar e se levanta da cama.
Ela sorri para mim, embora seus olhos denunciem a emoção.
— Vamos. Se não sairmos agora, vamos nos atrasar.
Faço um leve aceno com a cabeça.
Ela se aproxima, ajeita uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e segura minhas mãos mais uma vez.
— Seu noivo já chegou há algumas horas. Pelo que seu pai me disse, ele não gosta de atrasos.
Meu estômago se revira.
Takeo Akira...
Ele já está aqui.
Esperando por Luna.
Sem imaginar que a mulher que caminha até o altar não é a irmã doce, delicada e gentil que ele acredita conhecer.
Sou eu.
Stella Rossi.
Respiro fundo e escondo qualquer traço da minha verdadeira personalidade.
Abro um sorriso suave, exatamente como Luna faria.
Por mais algumas horas...
Eu continuo sendo Luna Rossi.
Takeo
Já cheguei neste maldito país há algumas horas. Calculei o tempo suficiente apenas para desembarcar, trocar de roupa e chegar exatamente na hora da cerimônia. Não tenho interesse em cumprimentar convidados nem participar de formalidades inúteis.
Olho uma última vez para o relógio preso ao meu pulso.
Está na hora.
Saio da suíte e sigo em direção ao salão de festas. Isamu caminha logo atrás de mim, atento a tudo ao nosso redor.
Assim que entramos no elevador, as portas se fecham e o silêncio toma conta do ambiente.
Ele me encara por alguns segundos antes de perguntar:
— Tem certeza, Takeo?
Apenas afirmo com a cabeça.
Não existe espaço para dúvidas.
Tudo acontece exatamente como planejei. Os Lombardi acreditam que conseguem firmar uma aliança vantajosa, mas não fazem ideia de que estão dando o primeiro passo para a própria ruína.
As portas do elevador se abrem.
Sigo em direção ao estacionamento sem dizer uma única palavra. Meus passos ecoam pelo piso de concreto enquanto alguns dos meus homens permanecem espalhados pelo local, atentos a qualquer movimentação.
Assim que me aproximo do carro, Isamu abre a porta traseira do carro para mim.
Entro sem hesitar.
Ele fecha a porta com discrição e ocupa o banco do passageiro, enquanto o motorista dá partida no veículo.
Seguimos em direção ao local onde o casamento acontecerá
Durante todo o trajeto, mantenho o olhar fixo pela janela. As ruas italianas passam diante dos meus olhos, mas não despertam o menor interesse. Minha mente permanece concentrada apenas no que está prestes a acontecer.
Dentro de poucos minutos, estarei diante de Luna Rossi.
Quando ela disser "sim", deixará de pertencer à família dela e passará a carregar o meu sobrenome.
E, com isso, a primeira fase do meu plano finalmente estará concluída.
Chego ao salão.
Tudo está impecável. Cada detalhe foi cuidadosamente preparado para transmitir a imagem de uma união perfeita. Flores, luzes, música... uma encenação digna de aplausos.
A cerimonialista se aproxima e, com um sorriso educado, me conduz até o meu lugar diante do altar.
Meu olhar percorre o salão.
Vejo Don Salvatore conversando com alguns convidados. Sua expressão permanece serena, mas conheço homens como ele. Por trás daquela calma existe um predador.
Então meus olhos encontram o verdadeiro causador do meu infortúnio.
Enrico Lombardi.
Meu maxilar se contrai por um instante.
Se eu pudesse, atravessaria este salão agora mesmo e o mataria com as minhas próprias mãos.
Mas a morte seria um castigo pequeno demais.
Enrico merece perder tudo o que ama. Merece assistir ao próprio império desmoronar diante dos seus olhos sem poder fazer absolutamente nada para impedir.
E eu farei questão de proporcionar esse espetáculo.
Afinal, a vingança nunca esteve nos corpos que caem.
Ela está na dor daqueles que permanecem vivos para assistir à própria destruição.
A música da cerimônia ecoa pelo corredor. Consigo ouvir as vozes dos convidados e perceber a movimentação dos seguranças espalhados pelo local. Meus homens permanecem discretos, observando cada detalhe.
Antes que eu perceba, a marcha nupcial ecoa por todo o salão.
Ergo o olhar.
Luna surge na entrada, caminhando lentamente ao lado do pai. O vestido branco parece envolver seu corpo com perfeição, e cada passo que ela dá faz todos os olhares se voltarem para ela.
Ela é ainda mais bonita pessoalmente do que nas fotografias.
Passei semanas estudando cada detalhe do dossiê enviado pela minha inteligência. Sei sua idade, seus hábitos, suas manias, seus gostos, os lugares que frequenta e até as pessoas em quem confia. Não deixo nada ao acaso.
Conheço minha futura esposa antes mesmo de trocar a primeira palavra com ela.
Enquanto ela se aproxima, mantém a postura impecável, mas seus olhos denunciam o nervosismo. Ela ainda acredita que este casamento é apenas uma aliança entre famílias.
Mal sabe que, para mim, este casamento é apenas o primeiro movimento de um plano muito maior.
Meu olhar permanece fixo nela.
Luna Rossi será minha esposa diante de Deus e de todos os presentes.
E, em pouco tempo, estará completamente sob o meu controle.
Uma presa fácil...
Ainda assim, não pretendo lhe dar espaço para reagir.
Quando ela finalmente para diante de mim, sustento seu olhar por um breve instante.
O jogo começa agora.
Estendo a mão em sua direção.
Abro um sorriso perfeitamente calculado.
Hoje, preciso vestir minha melhor máscara.
Luna hesita por uma fração de segundo, então deposita sua pequena mão sobre a minha. Seus dedos são delicados, quentes. Ela me oferece um sorriso doce, inocente, como se realmente acreditasse que este casamento pode lhe trazer felicidade.
Que ironia.
Seguro sua mão com firmeza, na medida exata para transmitir segurança aos convidados, mas sem revelar a verdadeira intenção por trás daquele gesto.
Voltamo-nos para o celebrante.
O salão mergulha em um silêncio absoluto.
A cerimônia tem início.
Ouço cada palavra do celebrante sobre amor, respeito, confiança e união. Promessas vazias para alguém como eu. Nada daquilo tem qualquer significado. Este casamento nunca foi sobre sentimentos.
É um acordo.
Uma aliança.
Uma peça essencial no plano que venho construindo há anos.
Ainda assim, mantenho a expressão serena. Concordo com leves acenos de cabeça sempre que necessário, representando com perfeição o papel do noivo apaixonado.
Que todos continuem acreditando nessa farsa.
Quanto mais convincente eu for, mais fácil será executar cada etapa do meu plano quando chegar a hora.
O celebrante me encara.
— Takeo Akira, aceita Luna Rossi Lombardi como sua legítima esposa?
— Sim.
Minha resposta sai firme, sem qualquer hesitação.
Ele volta sua atenção para Luna.
— Luna Rossi Lombardi, aceita Takeo Akira como seu legítimo esposo?
Ela inspira discretamente antes de responder:
— Sim.
O celebrante sorri.
— Pelo poder a mim concedido, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
Viro-me para Luna.
Levo uma das mãos ao seu queixo e ergo delicadamente seu rosto. Sustento seu olhar por um instante.
Ela acredita que este beijo sela um casamento.
Para mim, ele sela uma aliança.
Inclino-me sem pressa e uno meus lábios aos dela em um beijo breve, frio e perfeitamente controlado. Não há paixão, nem ternura. Apenas a atuação necessária para convencer todos os presentes de que este casamento é exatamente o que aparenta ser.
Quando me afasto, mantenho o mesmo sorriso calculado.
Os convidados aplaudem.
A farsa foi concluída com perfeição.
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