Olá queridos leitores l, dando início a mais uma nova história, vou contar a história de César Montenegro e Clara Fernandes. César é um homem frio e calculista, enquanto Clara é uma jovem forte e lutadora. Espero que gostem do enredo que preparei para vocês.
O livro já está concluído e irei postar os capítulos assim que possível. Espero que aproveitem Beijos e boa leitura!
O reflexo nos vidros espelhados do imponente arranha-céu na Avenida Paulista devolvia a imagem exata que César Montenegro cultivava para o mundo: a de um homem inabalável, esculpido em gelo e ambição.
Aos 30 anos, o CEO do Grupo Montenegro controlava um império financeiro com punho de ferro e um pragmatismo que beirava a crueldade. Para o mercado financeiro de São Paulo, ele era um gênio calculista; para os que conviviam de perto, um homem sem coração.
César ajeitou as abotoaduras de ouro de seu terno sob medida, os olhos tempestuosos fixos na linha do horizonte da capital paulista. Ele não nasceu assim. Aquela armadura de arrogância e frieza fora forjada anos atrás, no fogo da traição mais amarga que um homem poderia suportar.
Melissa Albuquerque, a mulher que ele acreditou amar, a noiva com quem planejou um futuro, o transformara em um joguete. Ela e Rafael Vasconcelos
o homem que César chamava de irmão — haviam traçado um plano sórdido para dar um golpe financeiro na família Montenegro logo após o casamento.
A farsa foi descoberta a tempo de salvar o patrimônio, mas o estrago na alma de César fora definitivo. Naquele dia, ele jurou que nenhuma mulher jamais cruzaria suas defesas. Sentimentos eram fraquezas biológicas. Mulheres, desde então, tornaram-se apenas mercadorias para noites de prazer efêmero. Sem nomes, sem promessas, sem amanhã. Ao final de cada noite, o ritual era sempre o mesmo: ele se levantava, vestia-se sem olhar para trás e deixava um maço de dinheiro generoso sobre a mesa de cabeceira. Um pagamento pelo serviço. Nenhuma culpa, nenhum vínculo.
A porta da vasta sala da presidência se abriu, interrompendo seus pensamentos.
Henrique Duarte
seu braço direito e único amigo fiel, entrou com um tablet nas mãos. Henrique tinha a mesma idade de César e conhecia cada segredo obscuro do chefe, sendo o único autorizado a questionar suas decisões.
— Os relatórios da auditoria de Alphaville estão prontos, César — disse Henrique, a voz profissional, mas o olhar atento ao semblante carregado do amigo. — Seu pai, o senhor Augusto, ligou. Quer que você e o Gabriel estejam no jantar de domingo na mansão. Dona Beatriz está cobrando a presença dos dois.
Augusto e Beatriz Montenegro
Gabriel Montenegro
César soltou um suspiro imperceptível. Seu pai, Augusto, aos 57 anos, ainda mantinha a aura de fundador do grupo, embora estivesse gradualmente passando o bastão. Sua mãe, Beatriz, tentava manter a fachada de uma família unida, ignorando o abismo que crescia entre César e seu irmão mais novo, Gabriel, de 28 anos, que tem uma personalidade leve e boêmia batia de frente com a rigidez do irmão mais velho.
— Diga que irei, Henrique. E avise ao Gabriel que, se ele chegar atrasado ou de ressaca novamente, eu mesmo corto a mesada dele
respondeu César, a voz fria como o gelo.
Ao sair da sala, Henrique trocou um olhar cúmplice e um sorriso discreto com Sofia Almeida
a secretária executiva de 28 anos. Gentil, eficiente e querida por todos os funcionários, Sofia era o oposto da frieza que César emanava. Ela nutria um amor secreto por Henrique há anos, um sentimento guardado a sete chaves atrás de sua postura profissional, embora seus olhos sempre brilhassem um pouco mais quando o assistente da presidência estava por perto.
Enquanto o império dos Montenegro operava em seu ritmo frenético na Paulista, a mais de trezentos quilômetros dali, em Ribeirão Preto, a vida de Clara Fernandes desmoronava em silêncio.
Aos 22 anos, a jovem já conhecia mais a dor do que a alegria. Criada pela avó, dona Lourdes, após a morte trágica de seus pais, Helena e Ricardo, em um acidente de carro quando ela era apenas uma criança, Clara aprendeu cedo o significado da palavra sacrifício. Sua rotina era uma maratona exaustiva: trabalhava como garçonete em uma lanchonete durante o dia e, à noite, estendia suas forças como atendente em uma movimentada casa noturna. Cada centavo de suas olheiras e pés cansados era destinado aos remédios e ao conforto de dona Lourdes, que morria aos poucos em uma cama devido a uma doença crônica.
Mas o destino foi cruel. O coração cansado de dona Lourdes parou de bater, deixando Clara completamente sozinha no mundo. O luto transformou os dias da jovem em uma solidão avassaladora. Durante um mês, ela vagou pela casa vazia, cercada pelas memórias da única pessoa que a havia amado. Sabendo que não conseguiria sobreviver naquele mar de lembranças e com as dívidas batendo à porta, Clara tomou uma decisão drástica: vendeu a pequena e humilde casa que herdou da avó.
Ela precisava recomeçar. E o destino escolhido foi a metrópole que nunca dorme: São Paulo.
Clara não foi sozinha. Sua melhor amiga de infância, Júlia Martins
mãe de Júlia, dona Berenice, morava em outra cidade do interior, decidiu que era hora de buscarem um futuro melhor juntas. Com o dinheiro da venda da casa, as duas jovens mudaram-se para a capital e alugaram um pequeno e modesto apartamento. Dona Berenice mudou-se com elas, trazendo o calor da mãe e cuidando do lar para que as meninas pudessem focar no futuro.
Berenice Martins, mãe de Júlia
Um ano se passou na capital paulista. Sob a proteção de Berenice, Clara e Júlia floresceram. Conseguiram emprego em uma charmosa cafeteria no centro e, através de muito estudo e noites sem dormir, conquistaram bolsas de estudo integrais em uma renomada faculdade particular. Clara escolheu o curso de Administração de Empresas, determinada a entender os mecanismos do mundo dos negócios para mudar de vida, enquanto Júlia, expansiva e criativa, ingressou em Design Gráfico.
Agora, aos 23 anos, Clara sentia-se, enfim, respirando. Júlia, prestes a completar 24, era seu porto seguro. Foi por isso que, após muita insistência da amiga e de um grupo de colegas da faculdade, Clara cedeu ao convite para ir a uma badalada boate na Vila Olímpia.
— Vamos, Clarinha! Você só estuda e trabalha. Precisa viver um pouco, conhecer pessoas!
insistiu Júlia, enquanto terminava de retocar o batom.
Clara, uma moça recatada, avessa a excessos, nunca havia namorado na vida, aceitou ir apenas para acompanhar a amiga. Vestiu um vestido simples, mas que moldava delicadamente suas curvas naturais, e colocou uma condição: não colocaria uma gota de álcool na boca.
A boate estava lotada, o som dos graves da música eletrônica vibrava no peito, e as luzes neon cortavam a penumbra.
Clara permaneceu em um canto do camarote, balançando-se timidamente no ritmo da música, observando a alegria de Júlia. Vendo a timidez da amiga, Júlia foi até o bar e retornou minutos depois com uma taça elegante.
— Toma, Clarinha. É um coquetel de frutas, sem álcool. O barman caprichou!
disse Júlia, gritando por causa do som alto, antes de ser puxada por um colega para a pista de dança.
Clara tomou a bebida, o sabor era doce, exótico e refrescante. Sentindo a garganta seca pela fumaça e pelo calor do ambiente, ela bebeu tudo rapidamente. Achando o drink delicioso e vendo um garçom passar com uma bandeja cheia de taças idênticas perto dali, ela estendeu a mão e solicitou outro.
O que Clara não sabia era que, naquele exato momento, o caos nos bastidores do bar havia se instalado.
Uma mulher rica e obsessiva, sentada em um dos camarotes VIPs, havia subornado um dos barmans para que colocasse uma dose cavalar de um estimulante afrodisíaco fortíssimo no drink de um empresário que ela tentava seduzir. No calor do momento e na pressa do atendimento, o garçom confundiu os pedidos. A taça batizada foi parar nas mãos inocentes de Clara.
Ao terminar o segundo copo, Clara sentiu o impacto imediato. Suas faces começaram a arder. Um calor súbito e avassalador espalhou por suas veias, fazendo seu coração martelar no peito de forma descontrolada.
Seus sentidos ficaram turvos, e uma sensação de formigamento tomou conta de sua pele. Ela tentou focar os olhos na pista para achar Júlia, mas as luzes coloridas se transformaram em borrões psicodélicos.
A música alta parecia sufocár.
— Júlia... — ela tentou chamar, mas sua voz saiu como um sussurro inaudível.
Ganhando as poucas forças que lhe restavam, Clara caminhou cambaleante em direção ao corredor dos banheiros, buscando ar e água. Entrou no recinto de mármore, abriu a torneira com as mãos trêmulas e jogou água fria no rosto. Não adiantou. O fogo interno que a consumia parecia queimar de dentro para fora, nublando sua mente e despertando sensações perigosas e desconhecidas para sua inocência.
Desesperada e assustada com o próprio corpo, ela empurrou a porta do banheiro para sair e pedir ajuda. Assim que cruzou o batente no corredor, seu corpo colidiu contra uma barreira sólida.
Era um homem, muito alto, de ombros largos, vestindo uma camisa preta de linho sutilmente aberta no pescoço.
Era César Montenegro, que veio àquela boate apenas para fechar um negócio informal com investidores e já estava de saída, entediado.
Ao notar a garota tropeçar em seu peito, o instinto de César foi segurara moça pelos braços.
O toque dele enviou um choque pelo corpo febril de Clara. Ela ergueu os olhos castanhos, dilatados pelo efeito da substância e brilhantes de lágrimas e desejo involuntário. César paralisou por um segundo, havia uma pureza assustada naquela jovem que contrastava violentamente com a luxúria que emanava de seus lábios entreabertos.
A mente de Clara apagou para a lógica, o formigamento em seu corpo implorava por aquele contato. A partir dali, a noite se transformou em flashes desconexos: o perfume amadeirado e caro dele invadindo seus sentidos, a firmeza de braços fortes que a carregavam para longe do barulho, o banco de couro de um carro luxuoso, o teto de uma cobertura luxuosa e, finalmente, a maciez de lençóis de cetim. Foi uma dança de sensações intensas, um sonho febril onde a dor do passado e a urgência do presente fundiram-se em sussurros e toques ardentes na escuridão.
O despertar foi o choque com a realidade mais cruel de sua vida.
A luz do sol nascente filtrava pelas imensas janelas de vidro de uma suíte que Clara nunca viu antes.
A primeira coisa que sentiu foi uma dor de cabeça lancinante, seguida por uma queimação muscular por todo o corpo. Ela piscou os olhos, tentando reconhecer o ambiente de decoração luxuosa, em tons de cinza e preto.
Estava sozinha.
O silêncio do quarto era absoluto, quebrado apenas pelo som distante do trânsito de São Paulo. Ao tentar se mexer, Clara percebeu que estava completamente nua sob os lençóis de fios de seda.
O pânico subiu por sua espinha como um balde de água gelada, ao afastar o tecido para se levantar, seus olhos fixaram-se em uma pequena e nítida mancha avermelhada no tecido alvo.
O ar faltou em seus pulmões, o desespero a atingiu como um soco no estômago.
Ela havia se entregado a um desconhecido, sua integridade, sua pureza guardada por toda a vida, havia se perdido em uma noite da qual ela sequer conseguia se lembrar dos detalhes ou do rosto do homem.
Lágrimas quentes começaram a rolar por suas bochechas. Sentando-se na cama, trêmula e abraçando os próprios joelhos, ela olhou para a mesa de cabeceira ao lado. Ali, reluzindo sob a luz da manhã, repousava um grosso maço de notas de cem reais. Sobre o dinheiro, um pedaço de papel cortado continha uma caligrafia firme e elegante.
Clara estendeu a mão trêmula e leu a única frase escrita:
**"Espero que seja suficiente."**
O bilhete caiu de suas mãos. Clara cobriu a boca para abafar o grito de dor que subiu por sua garganta. Ela não era uma acompanhante, não era uma mulher daquela vida, a humilhação queimou mais do que o afrodisíaco da noite anterior.
Na mente daquele homem misterioso, ela foi apenas um pedaço de carne comprado, um brinquedo descartável de uma noite.
Encolhida na imensidão daquela cama luxuosa, Clara chorou. Sentindo-se o pior lixo do mundo, ela recolheu suas roupas rasgadas do chão, sem saber que o dono daquele bilhete era o homem que comandaria a empresa onde ela, em breve, buscaria seu futuro.
Continua...
Antes de sair, Clara mal conseguia enxergar através das lágrimas. As mãos tremiam tanto que ela precisou respirar fundo várias vezes para conseguir vestir as próprias roupas. deixou o bilhete e o dinheiro sob a cabeceira.
Ela sequer pensou em pegar,
não queria nada daquele homem desconhecido, não queria dinheiro,
não queria lembranças.
Queria apenas desaparecer.
Com o coração partido, ela saiu do quarto sem olhar para trás, entrou no elevador, desceu até o saguão e atravessou o hotel como uma sombra.
Seus olhos estavam inchados, a alma despedaçada e a vergonha parecia esmagar lá.
Pegou um táxi e, durante todo o caminho, chorou em silêncio.
No pequeno apartamento onde morava, Júlia andava de um lado para outro em completo desespero.
— Meu Deus, onde ela está? repetia pela centésima vez, dona Berenice, igualmente aflita, já chorava sem conseguir conter o medo.
— Liga de novo, minha filha! Liga outra vez!
implorava a mulher.
Mas o celular de Clara continuava desligado, as duas já pensavam em ir à delegacia quando ouviram o som da chave na porta.
Júlia foi a primeira a correr.
— CLARA!
A jovem entrou lentamente,
estava pálida, os cabelos bagunçados, as roupas amassadas,
os olhos vermelhos de tanto chorar.
— Graças a Deus! —
dona Berenice correu até ela, abraçando-a
—
Minha filha, onde você estava? Pensei que tivesse acontecido alguma tragédia!
Clara não conseguiu responder.
As lágrimas voltaram imediatamente, seu corpo inteiro começou a tremer.
— Clarinha…?
Júlia arregalou os olhos, sentindo um pressentimento terrível.
— O que aconteceu?
Sem forças, Clara desabou no sofá, entre soluços, contou tudo.
Falou sobre o mal-estar,
Sobre não conseguir encontrar a amiga, sobre os flashes desconexos, sobre acordar em um quarto desconhecido, sobre o dinheiro, o bilhete.
Quando terminou, Júlia ficou completamente branca, ela chorando disse:
— Meu Deus…
— Me perdoa, Clarinha!
— Me perdoa! Eu nunca devia ter te deixado sozinha! A culpa é minha! Se eu tivesse ficado com você, nada disso teria acontecido!
Clara, apesar da própria dor, abraçou a amiga.
— Não fala isso, Júlia…
respondeu entre lágrimas.
— Você não tem culpa, foi um acaso, uma tragédia, não foi sua culpa.
As duas choraram abraçadas.
Dona Berenice, com o coração de mãe sangrando, enxugou as próprias lágrimas.
— Chega. Vamos ao hospital.
Algumas horas depois, Clara passava pelos exames,
dona Berenice permaneceu ao seu lado o tempo inteiro, segurando sua mão.
Após os procedimentos, a médica retornou.
— Fique tranquila, querida
disse suavemente.
— Os exames indicam que você teve sua primeira relação, mas não há sinais de violência física. Pelo que descreveu, provavelmente tudo ocorreu de maneira consensual, embora você estivesse sob efeito de um afrodisíaco.
Clara fechou os olhos, com força.
A médica continuou:
— Vamos administrar a pílula do dia seguinte e iniciar um tratamento preventivo contra doenças sexualmente transmissíveis, também faremos acompanhamento nos próximos meses.
Dona Berenice abraçou Clara.
— Você não está sozinha, meu amor.
E, naquele momento, desde que perdeu dona Lourdes, Clara voltou a sentir o calor de um abraço materno.
Os dias seguintes foram difíceis.
Mas a vida precisava continuar,
Clara mergulhou novamente na rotina exaustiva.
Pela manhã, a faculdade.
À tarde, trabalho na cafeteria.
À noite, estudos,
Júlia e dona Berenice cercavam-na de carinho e atenção.
Com o passar das semanas, a ferida em seu coração começou a cicatrizar.
Ela nunca soube quem era aquele homem, e preferia que continuasse assim.
No entanto, às vezes, algumas lembranças vinham de forma inesperada, um perfume amadeirado, braços fortes a segurando, uma voz grave sussurrando algo que ela não conseguia entender.
Mas eram apenas flashes, fragmentos perdidos de uma noite que ela desejava esquecer.
Dois meses se passaram.
Numa tarde comum na cafeteria, Clara atendia os clientes enquanto organizava algumas bandejas.
Nos últimos dias vinha sentindo estranha: tonturas, muito sono e enjoos frequentes.
Acreditava ser apenas o cansaço.
Até que, de repente, sua visão escureceu.
— Clara!
gritou uma colega...
Tudo ficou preto, quando abriu os olhos novamente, viu o teto branco de um hospital.
Ao seu lado, estavam Júlia e dona Berenice, ambas assustadas.
— Clarinha!
Júlia segurou sua mão.
— Graças a Deus!
Pouco depois, a médica entrou no quarto com um sorriso sereno.
— Senhorita Clara Fernandes?
— Sim…
— Preciso lhe dar uma notícia.
Clara sentiu o coração acelerar.
— Seus exames estão prontos.
A médica olhou para ela com delicadeza.
— Parabéns. Você está grávida.
O mundo de Clara parou.
— Não… Não… isso não pode…
— Está com aproximadamente oito semanas de gestação
explicou a médica.
Clara levou as mãos ao rosto.
— Meu Deus… Eu nem sei quem é o pai…
chorou desesperadamente.
— Como vou criar uma criança? Eu não tenho condições… eu estou na faculdade… trabalho o dia inteiro…
Dona Berenice aproximou-se imediatamente, se sentou na cama e abraçou Clara como se fosse sua própria filha.
— Shhh… Olha para mim.
Clara ergueu os olhos molhados de lágrimas.
— Você não está sozinha, minha filha.
— Nós estamos com você, Clarinha, Sempre
completou dona Berenice.
— Essa criança não estará sozinha. E você também não. Somos uma família.
Clara desabou nos braços das duas.
Entre lágrimas, medo e incertezas, algo pequeno e silencioso começava a crescer dentro dela, uma nova vida, uma vida ligada para sempre ao homem, que ela nem lembrava do rosto.
E sem imaginar, em algum lugar da cidade, César Montenegro continuava sua rotina fria e impiedosa, completamente alheio ao fato de que, naquela tarde, o destino acabava de unir suas vidas de uma maneira que nenhum dos dois seria capaz de evitar.
Continua...
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